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Champagne Choque

Champagne Choque

LIVROS | O que li no verão

Agora que o verão acabou e se instalou oficialmente o outono, é altura de fazer o balanço dos livros lidos nos meses quentes. Foram boas leituras, no geral. Acho que podia ter lido mais, mas tendo em conta que passei Julho quase sem ler (é isso que chamam ressaca literária?) estou feliz com as leituras que fiz. Até porque no verão sabe bem ler devagar, sem pressas, na praia, na piscina, na esplanada ou em qualquer cantinho ao ar livre. 

 

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Boneca de Luxo - Truman Capote 

Um clássico moderno, publicado em 1958, que deu origem ao "Breakfast at Tiffany's", um dos filmes mais famosos de Hollywood, muito devido à interpretação de Audrey Hepburn. Foi o primeiro livro de Truman Capote que li. Gostei da história. Gosto de personagens femininas com personalidade, meias loucas, que não deixam ninguém indiferente. Mas senti falta de alguma coisa. Senti que faltava aprofundar certas partes da história, dar-lhes mais peso, mais tempo, mais pormenores. Também não gostei da edição que li (da Colecção Mil Folhas lançada pelo Público). Quero ler o original, em inglês, e ver as diferenças. Gostei mais do filme, não só por ter um final completamente diferente do do livro, mas porque me cativou mais. 

 

À noite logo se vê - Mário Zambujal

O meu primeiro contacto com Mário Zambujal. Ganhou uma fã. Que livro divertido! Daqueles que dá gosto a ler, que nos põe bem-dispostos. A estória ganha vida pela forma como Zambujal escreve. Faz-nos rir do insólito da vida comum, das personagens e dos hábitos muito "à portuguesa". Li nesta edição antiga (a primeira!) que os meus pais tinham em casa e aconselho muito para quem quer combater dias enfadonhos. Já tenho mais dois livros dele à espera. 

 

60 sonetos de amor - Florbela Espanca 

Adoro a Florbela Espanca e de tempos em tempos volto aos seus poemas. Desta vez nesta edição pequenina que junta 60 sonetos de amor e uma carta dela ao seu irmão, em 1923. Não deixem de conhecer a poesia desta alma atormentada, inquieta e cheia de sofrimentos, que tão bem os soube transformar em poesia. 

 

A Guerra dos Tronos (Crónicas de Gelo e Fogo) - George R. R. Martin 

Dispensa apresentações. A série televisiva é uma das minhas preferidas de sempre. Quando acabou a quinta temporada quis voltar a um Westeros onde os Stark ainda estivessem todos vivos e, por isso, comecei a ler o primeiro livro das Crónicas de Gelo e Fogo. Não tenho pressa de os ler todos. Por enquanto li este, hei-de ler o segundo num futuro próximo, mas com calma, até porque ele também tem todaaa a calma do mundo a escrevê-los. 

 

O Grande Gatsby - F. Scott Fitzgerald

Um clássico da literatura norte-americana, publicado em 1925. Esta edição traz uma mini biografia de F. Scott Fitzgerald. Já conhecia partes da história dele, mas foi interessante saber mais, antes mesmo de ler o livro. Ficamos a perceber que o próprio Gatsby tem muito de Fitzgerald, assim como a Daisy tem das mulheres que ele amou. Vi o filme com o DiCaprio quando saiu, há uns anos. Não consegui deixar de imaginar os atores enquanto lia o livro. Gostei muito, mas não acho que esta edição do Clube do Autor seja a melhor. Li partes do original e de outras edições em português, que estão traduzidas de forma mais interessante. Mas o livro vale muito a pena e se ainda não viram o filme, leiam o livro primeiro. 

 

Mataram a Cotovia - Harper Lee 

Livro incrível! O que mais gostei este ano, com entrada direta para a lista de preferidos. Foi publicado em 1960, ganhou o prémio Pulitzer em 1961 e foi adaptado ao cinema em 1962. Hoje é uma das leituras obrigatórias em escolas norte-americanas.

A estória é narrada pela Scout, uma miúda de 8 anos, que vive com o irmão e o pai, um advogado viúvo, em Maycomb (cidade fictícia no interior do Alabama). Passa-se nos anos 30, numa sociedade racista, preconceituosa e conservadora. Acompanhamos a jornada de crescimento da Scout e do seu irmão Jem, na forma como, da pior maneira, começam a compreender a lógica e as injustiças da vida e das regras sociais, principalmente quando o pai é destacado para defender o caso de um negro acusado de violar uma menina branca, de uma das famílias da cidade. Não quero contar muito sobre a obra, porque é daquelas que tem mesmo que ser lida. A narrativa é deliciosa e a história é emocionante. 

 

O Mensageiro - Andy Andrews

Este era daqueles livros que tinha na estante, não sei já há quanto tempo, nem sequer quem mo ofereceu. Foi editado em Portugal em 2010, por isso deve ser desde essa altura. Diz que é best seller do New York Times (aquela gente não sabe mesmo o que é bom!). "Enquanto alguns nasceram para cantar e outros correm velozmente, eu reparo em coisas a que os outros não prestam atenção", um excerto na contra-capa. Achei curioso. Decidi ler. E não era nada do que estava à espera. Achei a escrita fraca, o storytelling terrível, as personagens pouco trabalhadas e o pior de tudo: parece um livro de auto-ajuda disfarçado de romance. Levou duas estrelas apenas porque, em alguns momentos, tem algumas reflexões interessantes e foi isso que não me fez desistir ao fim dos primeiros três capítulos. Não recomendo. 

 

E vocês, o que andaram a ler no verão?

 

Há vida em Marte!

É a notícia do dia, da semana, quiçá do ano ou da década para os estudiosos e os apaixonados pela vida além-Terra. A NASA acaba de anunciar a descoberta de sinais de água em Marte. Diz que recolheu dados suficientes que podem indicar a existência de água líquida naquele planeta

 

E o Google não deixa passar a notícia em branco. Quando entram no motor de busca são recebidos por Marte com o aspeto mais fofo do mundo. É só carregarem em cima da imagem e vão encontrar todas as notícias das últimas horas sobre este tema. 

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Vai uma musiquinha?

Todos se lembram da Blair Waldorf de Gossip Girl, certo? Primeiro que tudo, vamos tentar dizer o nome dela sem nos engarnarmos: Leighton Meester. (Lê-se " leí-ton mis-ter").

 

Agora que ultrapassámos este pormenor, vamos ao que interessa. Pois que além de ser uma IT girl lá nas Américas e ter sido mãe há pouco tempo (com o Seth Cohen de O.C. - how cool is that?) ainda tem uma voz que se não vos embalar o final de tarde, mais vale irem ouvir as bonitas bandas dos programas de domingo à tarde. Descobri recentemente este dueto que ela fez com a Dana Williams, também cantora e compositora. Sabem aquelas músicas que vos acalmam nos dias em que chove lá fora? É esta. (ainda que esteja um calor ao melhor nível de agosto hoje) Não tem um vozeirão como a Beyoncé, mas eu gosto da voz dela. 

 

 

Acho que a primeira vez que a ouvi cantar e que fiquei a conhecer esta faceta dela, foi nesta música dos Cobra Starship há uns 6 anos atrás, quando Gossip Girl ainda estava no ar. E aqui não é só a voz. Ela incorpora toda aquela coisa de rock star sem o ser. Quem nunca teve o sonho de ser uma rock star e cantar para uma multidão num palco gigante, fazer videoclips e poder usar cabedal da cabeça aos pés e beber bebidas brancas antes do meio-dia?

 

 

O que é o Outono?

Se tivesse que definir o Outono numa palavra, seria "calma". O Outono é a paz depois da festa. É o recomeço. É o conforto. É a melancolia boa. É ter os dias mais frios, mas não gelados. É o cheiro a castanhas assadas na rua. São os chás e todas as bebidas quentes que nos aquecem as mãos e a alma. São os bolos, as bolachas, os scones. São os livros e as mantas. São as velas. São as meias grossas. É tirar os casacos e as botas do armário. É lembrarmo-nos que até gostamos deles. É ter saudades da praia, ainda com bronze na pele. O Outono é a vida a voltar ao que ela é. E isso nem sempre é mau. 

 

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 (Imagens: Pinterest/weheartit)

 

A única coisa má são os dias mais curtos. Mas nada é perfeito. 

 

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