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Champagne Choque

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LIVROS | O que li em Maio

Gosto de ver o que as pessoas lêem, gosto de ler as opiniões e críticas que têm dos livros, seja em blogues ou em canais literários. E por isso, porque não falar do que leio também aqui? Vou tentar, todos os meses, fazer um post sobre o que li no mês anterior. Começamos com Maio. Foram boas leituras, no geral.

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Contos - Oscar Wilde 

Que livro delicioso! Nunca tinha lido nada de Oscar Wilde e acho que comecei bem. São nove contos, publicados em 1888, que "foram escritos em parte para crianças e em parte para aqueles que mantiveram as capacidades infantis de admiração e alegria", segundo o próprio autor. É um livro saboroso de ler, mesmo enquanto adultos. Aliás, especialmente enquanto adultos. Faz-nos entrar nas estórias, dar asas à imaginação, voltar a uma doçura inocente misturada com um choque de valores entre o bem e o mal. Nem todos têm um final feliz, mas todos têm mensagens e ensinamentos importantes e que vale a pena lembrarmo-nos na correria do dia-a-dia. 

Há muitos anos que não lia um livro de contos e decidi que este era o ano em que voltava a este género, até porque está presente no 2015 Reading Challenge. Encontrei esta edição da Relógio d'Água, de 2001, em casa dos meus pais e roubei-a para mim. Vai ser daqueles a que vou voltar muitas vezes. 

 

TÍTULO ORIGINAL: Tales of Oscar Wilde
LANÇAMENTO: 1888
EDIÇÃO: Relógio d' Água, 2001
PÁGINAS: 164

 

Até ao fim do mundo - Maria Semple 

Um livro de 2012, super divertido. Não vou negar que a capa me chamou muito a atenção e já tinha ouvido críticas positivas da obra.

Sabemos desde logo que a personagem principal, Bernadette Fox, desaparece. Por isso acho que o título original é bem melhor que o português. Vamos conhecendo melhor a personagem ao longo dos capítulos, o seu passado, a rotina diária, a personalidade peculiar, o mau feitio, o desprezo por pessoas em geral. É uma ex-arquiteta famosa, que mora com o marido e a filha, Bee, em Seattle, é sarcástica e tem pouca paciência para as mães "melgas" do colégio da filha, para a cidade onde vive e para estupidez humana. Eu confesso que personagens neuróticas me divertem e ri-me bastante com a Bernadette, de quem fiquei fã. A ironia, o sarcasmo e o humor conquistaram-me, assim como a forma como o livro está escrito.  Toda a história é contada através de emails, cartas, notas e afins de vários personagens, com excepção das partes narradas pela Bee, a filha de 15 anos, que é quem liga os factos todos. Vamos perceber como e porquê a Bernadette desaparece e desejar que ela volte.

É "uma desenfreada comédia de costumes", como escreveu o The New York Times. O livro foi finalista do Women's Prize for Fiction 2013 e foi considerado um dos melhores 10 livros desse ano por vários meios de comunicação. O Washington Post chegou mesmo a publicar "Se ler apenas um livro este ano, que seja este". Há um artigo do Público bastante interessante e completo sobre a obra e a autora. Dei 4 estrelas. 

 

TÍTULO ORIGINAL: Where'd you go, Bernadette?

LANÇAMENTO: 2012
EDIÇÃO: Teorema, 2014
PÁGINAS: 355

 

Não há longe nem distância - Richard Bach 

É uma estória pequenina, com uma grande mensagem. O autor leva-nos, através das suas metáforas, a reflexões sobre a amizade e o facto de que, para os sentimentos, não há distância. Estamos sempre perto de quem gostamos. A história é contada por um pássaro que vai visitar uma amiga que faz anos e, nessa viagem, encontra outras aves com quem reflete sobre este tema. É inspirador. E as ilustrações de Ron Wegen também valem a pena. 4 estrelas.

 
TÍTULO ORIGINAL: There's no such place as far away
LANÇAMENTO: 1976
EDIÇÃO: Publicações Europa-América, 1979
PÁGINAS: 40

 

O escândalo Modigliani - Ken Follet 

Este foi o segundo livro de Ken Follet que li, depois de ter lido "O Preço do Dinheiro" o ano passado. São duas obras escritas ainda nos anos 70, quando Follet era um jovem escritor e, certamente, não tinha a mestria na escrita que todos dizem ter hoje. A história só começa a ficar interessante a partir da segunda metade do livro, a primeira li com algum esforço. Cada capítulo fala de um conjunto de personagens que só percebemos mais tarde como se interligam. Mas as personagens não me cativaram, nem me consegui identificar com nenhuma delas.

Não detestei, dei-lhe duas estrelas. Tinha muitas expectativas por ser Ken Follet, porque a sinopse me despertou muita curiosidade mas na prática desiludiu-me. Não tinha pretensões de ser uma grande obra, percebe-se isso pela introdução do autor. A inexperiência de Follet na época talvez tenha transformado em "bonzinho" aquilo que podia ser "excelente". Uma vez li que "não há maus livros de Ken Follet, há livros menos bons". E este é, certamente, um deles. 

 

TÍTULO ORIGINAL: The Modigliani Scandal
LANÇAMENTO: 1976
EDIÇÃO: Editorial Presença, 2014
PÁGINAS: 220

 

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