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Champagne Choque

Champagne Choque

Então e a Feira do Livro?

Já acabou. E acabou com chuva. Ainda bem, porque me impediu de ir lá outra vez, só pelo passeio, vocês percebem. Fui três vezes. No primeiro sábado, com amigos, com um calor infernal, muita gente, a loucura do início. Comprei três. Depois voltei duas vezes em Hora H, com amigas e com família, respectivamente. Noites quentes, de verão. Vieram mais sete. No total, foram dez livros a vir morar cá para casa, alguns que queria mesmo ter, falhas na minha estante, todos comprados com 50% de desconto, menos dois. Gastei cerca de 80 euros, poupei uns 70 e muitos. Teria gasto mais de 150 se os comprasse a preços normais. 

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Que desilusão, Time Out

Na sexta-feira fui ao "Santo António à la Time Ou". Todos os anos a revista organiza um arraial na época dos Santos Populares em Lisboa e já tinha ouvido dizer maravilhas de amigos que vão todos os anos. Então este ano decidi ir, já que me ofereceram-me um bilhete. O preço era de 20 euros, mas se fossem comprados a pares saía cada um a 17,50 euros. Paga-se esse valor e lá a comida e bebida são à descrição, que basicamente é música para os ouvidos de qualquer português.

 

Foi dia 5 de junho, sexta-feira, das 19h às 2h da manhã, no Jardim do Museu de Arte Antiga. As portas abriram às 19h30 e logo à entrada estavam umas meninas a oferecer bolas de berlim da Sacolinha (para quem não conhece é uma pastelaria óptima e muito cruel na tentação das calorias). Conquistaram-me logo ali. O espaço era muito giro, tinha uma vista sobre o Tejo espectacular e estava um ambiente agradável. Havia várias bancas e barraquinhas de comida, com sardinhas, pregos e bifanas, caldo-verde, mini hamburgueres, ceviche, gelados, etc. Haviam dois bares de cerveja e outros dois, acho, de gin, mojitos, whiskey, etc. Havia um palco com uma banda a tocar. Até ali pareceu-me tudo muito bem. Como cheguei cedo aproveitei logo para jantar e por isso safei-me bem. O pior foi depois. Aquilo começou a encher e ficou a abarrotar de gente como era de esperar. E foi aqui que se percebeu o que estava errado. 

 

Para comer:

Havia diversidade de comida mas as barraquinhas não eram assim tantas. Conclusão: as filas ficaram enormes e quem chegou mais tarde esteve muito tempo à espera para conseguir comer. Ouvi pessoas a queixarem-se de ter passado 45 minutos numa fila. À meia-noite já não havia caldo-verde. 

 

Para beber:

Numa festa é óbviooo que se bebe a noite toda. Come-se o essencial, mas bebida tem que haver a noite toda. Só que não. Às 11h30 já não havia cerveja (!!!). Esses bares passaram a servir apenas Somersby. Não adoro, mas pronto, à falta de melhor... À meia-noite e meia também já não havia Somersby. Ou seja, dois dos bares ficaram vazios, a dizer às pessoas que já não tinham bebida. E relembro que a festa era até às 2h. Eventualmente todaaa a gente se dirigiu ao bar que tinha outras bebidas, que entretanto também acabaram. Acho que isto é inadmissível numa festa como esta. 

 

Para ir à casa-de-banho:

Para mim foi o pior da noite. Ora, para aquela gente toda, acharam que duas casas-de-banho chegavam. Uma para mulheres e uma para homens, cada uma com dois cubículos. DOIS!!!! Podem imaginar a fila que cresceu ali. Estava maior que qualquer fila para comer ou beber. E isto numa festa onde a bebida principal é cerveja. Podem imaginar o desespero das pessoas, muitas delas a pedir para passar à frente porque não aguentavam, mas sem sorte porque estava toda a gente assim. Foi o caos. 

 

A música:

O que é que se quer nos Santos Populares? Música pimba, brasileiradas, tudo o que seja mau e se torne bom nesta ocasiões. Quando cheguei ouvia-se música popular portuguesa, não era pimba, músicas antigas que ouvíamos nas marchas e tal...até aí tudo bem. Mas levar a NOITE TODA com esse tipo de músicas é que secalhar já não está assim tão bem. Porque ninguém dança com isso. Esteve toda a gente parada a maior parte da noite. Arraial sem dançar pirosadas não é arraial. Houve alturas em que passaram umas músicas mais divertidas e algumas pessoas ainda mexeram o pézinho, mas no geral, muito fraco. 

 

Apesar de tudo, eu diverti-me. Mas houve pessoas para quem a festa foi passada em filas, para comer, para beber, para ir à casa-de-banho. E isso não é bem o conceito de festa de ninguém. 

Bem sei que muita gente vai à festa da Time Out para ver e ser visto. Que é bem. Que só se dá um beijinho e que se tiram muitas fotos para dizer ao mundo instagrameiro que se esteve ali. Mas com a quantidade de bilhetes vendidos, eles tinham uma noção de quantas pessoas iam e o que aconteceu não se admite. Deixar acabar a cerveja? Só ter duas casas-de-banho? Que amadorismo. Claro que caiu tudo em cima da página de facebook da Time Out Lisboa. Se tivesse pago bilhete tinha ficado frustradíssima. Conclusão: para o ano não meto lá os pés, nem com bilhete oferecido. 

 

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