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Champagne Choque

Champagne Choque

O que é que a nossa roupa diz de nós?

Vivemos numa sociedade em que é mais fácil criticar do que elogiar. Infelizmente há mais velhos do Restelo do que que pessoas a verem o copo meio cheio. E isso nota-se em pequenas atitudes todos os dias. Julgar o próximo faz parte da rotina diária de muita gente, tal como beber café de manhã e ver o telejornal à hora de jantar. 

 

E o papel da Mulher, em particular, é especialmente difícil. Estamos ainda muito longe de haver igualdade de géneros, não só em termos de salários para homens e mulheres na mesma posição, mas nas atitudes tidas como aceitáveis em sociedade. Estamos muito longe de uma mulher poder sair com vários homens e não ser chamada de...vocês sabem. Quando ao contrário, um homem que saia com muitas mulheres, é o maior. Estamos muito longe de não julgar uma mulher mais gorda na praia, quando um homem gordo passa completamente despercebido. Estamos longe de cada mulher poder assumir o estilo que quiser sem ser olhada de lado na rua. Vivemos numa sociedade em que é notícia um autocarro da Carris ser conduzido por uma mulher, como se fosse algo sobrenatural. E onde uma mulher que confesse não saber cozinhar recebe olhares de estranheza, como se fosse uma habilidade que tivesse que nascer com ela.

 

Somos julgadas pelos homens e muitas vezes também por nós, mulheres. Mulheres a julgar mulheres. Quando já basta sermos escrutinadas ao olhar masculino. Exigem que sejamos as melhores donas de casa, mesmo quando se trabalha mais de 40 horas por semana. Exigem que estejamos sempre bonitas, mesmo quando não temos tempo para nós. Mulheres que se deviam apoiar, defender-se, muitas vezes são as que atacam outras mulheres. A questão da roupa é um dos maiores exemplos. Julgamos alguém pela roupa que veste. Seja numa entrevista de emprego, num primeiro encontro ou numa saída à noite. Nós mulheres sabemos bem que olhamos para a roupa de outra e pomos mil defeitos. Mas, felizmente, cada uma é livre de ter o estilo que quiser, seja mais sóbrio ou a dar nas vistas. É a tal coisa do "gostos não se discutem".  Uma mulher não tem que gostar de andar de saltos altos, não tem que gostar de vestidos, nem de pôr rímel e batom. Não é menos mulher por isso. E se gostar de usar saltos de 15cm, saias justas e decotes generosos é sinónimo de promiscuidade? É-se presa por ter cão e por não ter. Ou somos puritanas ou somos badalhocas. Será o comprimento da roupa parâmetro suficiente para definir o carácter de uma mulher? 

 

É por isso que esta campanha da Miami Ad School de Hamburgo me chamou a atenção: "Não meça o valor de uma mulher pelas suas roupas". Com criatividade, simplicidade e perspicácia convidam à reflexão sobre este tema. As imagens falam por si.

 

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Afinal a Renée ainda é a Renée

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PÁRAAA TUDO! Então não é que depois da polémica toda em outubro passado, no evento dos Elle Women in Hollywood Awards, a querida Renée reaparece com as suas feições de sempre? Mais velha, claro, diz que é normal. Mas com a carinha que sempre nos habituou no grande ecrã.

 

Agora pergunto eu: seriam efeitos da maquilhagem, como a outra grande querida da Uma Thurman, ou a Bridget Jones anda a gozar com o mundo e a mandar pessoas para as festas fazerem-se passar por ela? Quão épico seria?!? Acordava com dor de cabeça, não lhe apetecia sair de casa nesse dia, escolher vestidos, ir ao cabeleireiro, uma canseira... Então escolhia uma senhora parecida, com os olhos claros, loirinha e bochechas generosas e era só mandá-la para a festa, dizer que se chamava Renée Zellweger, que estava feliz da vida e por isso é que parecia diferente e pronto...era só deixar os Media fazerem o resto e lançarem o pânico, a desgraça, o horror sobre a sua transformação facial.

 

É que se a senhora realmente deu uma esticadela nos olhos, é melhor pedir um reembolso ao cirurgião plástico porque voltaram a murchar. E isto ainda é uma coisa cara. 

 

Esta última fotografia foi tirada hoje, na chegada ao desfile da colecção Outono/Inverno 2015 da Miu Miu, em Paris. Videozinho a comprovar a coisa:

 

 

Um granda high-five em todas vocês

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Estou a lixar-me para os clichés. E ainda mais para quem diz que haver um Dia da Mulher só reforça a desigualdade de géneros e a inferioridade em relação aos homens. 

 

Eu cá acho que é como as outras efemérides, se as há, há que aproveitá-las. E este dia é NOSSO. Deixem-se ser mimadas, se os homens da vossa vida são especiais ao ponto de o fazer. Se não, mimem-se a vocês próprias que, ao fim de contas, é muitas vezes o que sabe melhor. Fazermos coisas por nós, para nos sentirmos bem. 

 

Vão passear, vão beber uma caipirinha à praia, vão comprar aquele casaco que andam a namorar há 2 semanas, ataquem a vossa refeição preferida, com direito a sobremesa daquelas que vos deixa a babar, mesmo que tenha 874956 calorias (who cares?), vejam um filme que têm na lista há semanas, bebam um copo de vinho, ou dois ou três ou mais...oiçam a vossa música preferida aos altos berros, dancem... Enfim, façam algo por vocês! E se por acaso ontem à noite tiveram uma ladies night com as amigas, com coroas de flores na cabeça, com muitos vodkas laranja pelo meio, a dançar em roda e com muitos yuhuuuuuuu em ouvidos alheios...temos que ter uma conversa séria, mas por hoje deixo passar. Hoje vale tudo, não é? 

 

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Bom Dia da Mulher!

 

Nota: Sim, o high-five é coisa que ficou lá para 1997 mas hoje apeteceu-me.